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domingo, 20 de julho de 2025

Hijas de la Nakba (Documental completo) * BDS VALENCIA

FILHAS DE NAKBA
"Filhas da Nakba" é um documentário que captura as datas e os eventos mais significativos da colonização do território palestino no último século e como as mulheres palestinas participaram e estiveram presentes em todas as formas de luta e resistência contra a ocupação colonial, primeiro britânica e depois sionista. O documentário nos imerge no cotidiano de diferentes mulheres palestinas e como cada uma delas, à sua maneira, confronta a colonização israelense, um sistema patriarcal que se endurece com a colonização e uma perspectiva ocidental que as relega ao papel de vítimas. Estrelando Khitam Saafin, Mariam Abu Turki, Leila Khaled, Jaldía Abubakra, Doha Asous, Manal Tamimi, Nisreen Azzeh e Hawa Kawaja. Direção de Estela Falastin, tradução de Salam Akhras Mazloum e produção da Veus Producciones. Documentário originalmente publicado no canal do Alkarama no YouTube. Após mais de 35.000 visualizações de "Filhas da Nakba", o canal Alkarama censurou o documentário em julho de 2025 e, consequentemente, o próprio documentário. Em 18 de julho de 2025, o BDS País Valencià reenviou o documentário para que pudesse ser assistido e transmitido em todo o mundo.
BDS VALENCIA

sexta-feira, 27 de junho de 2025

As Romãs Cósmicas, de uma América Latina e de uma Palestina, saqueadas * BARTHES/SP

As Romãs Cósmicas, de uma América Latina e de uma Palestina, saqueadas

No deserto de Atacama, onde o sal canta memórias de oceanos extintos, um velho quebra nozes de romã, com mãos rachadas. Cada semente vermelha é uma estrela madura, caída do ventre da noite. Ele as recolhe, uma a uma, como quem recompõe constelações assassinadas. Seus olhos, duas galáxias descalças, guardam o segredo, _*a luz não pede licença para nascer, mesmo nas covas mais fundas.*_

Os arames farpados do mundo, são teias de aranha sob o sol dos Andes e da Palestina. Enquanto os senhores da guerra erguem muros com dentes de aço, os povos originários, tecem tapetes ouvindo a chuva. Nos campos de concentração modernos, fomes que engolem crianças, cospem velhos, os condenados descobrem, _*a última liberdade humana é um rio subterrâneo.*_Ninguém pode secar o oceano que carregam nas pálpebras. Um mineiro chileno, esqueleto vestido de lama, sussurra ao minério.

_*"Você é meu diário de zinco. Quando me triturarem, minhas palavras florescerão, nos vergéis dos netos que nunca verei."*_

Beijos latinos, palestinos, são pontes. Unem o Atlântico enfurecido, ao Mediterrâneo sonâmbulo, a solidão da Argentina, à dor na Cisjordânia. Nos becos de Buenos Aires, bocas famintas mordem pão sem poesia, enquanto nos palácios de Washington, generais mastigam mapas com fronteiras de sangue. Isabela, costureira de El Salvador, borda crisântemos nas roupas dos desaparecidos:

_*Cada flor, é um corpo que volta. Cada ponto, é uma pergunta não respondida.*_

Mohammed, pescador da Palestina, lança redes no Mediterrâneo ao amanhecer. Capturando peixes-prata e cartas de náufragos.

_*O mar é a grande urna, onde votamos com ossos.*_

As bandeiras, destes espaços geográficos, não são de tecido. São de flores bravias que rompem a alma. Num subúrbio do Rio, meninos jogam futebol com uma bola de meias. Os gols são marcados entre dois tijolos. Quando a polícia invade, transformam-se em estátuas de sal. Um deles, Miguel, de 9 anos, escreve na parede com carvão:

_*Aqui brincamos até que a morte se canse.*_

Sua irmã, Luana, colhe jasmins no lixão. Oferece um à sombra de um avião não tripulado:

_*Toma. Assim você lembra que também é semente.*_

Os imperialistas trocam armas por café. Chamam progresso ao veneno que derramam nas plantações. Mas nas cozinhas de Oaxaca, as avós moem cacau e revolução. Preparam o que arderá como justiça. Enquanto isso, nas salas de controle de Langley, homens de ternos caros apertam botões que apagam aldeias. Não sabem que _*os povos sem medo são fantasmas que assombram a própria morte.*_ Um velho maia em Chiapas conta aos netos:

_*Os conquistadores vieram com espadas. Nós lhes demos milho. Eles roubaram ouro. Nós plantamos sonhos. Agora seus impérios são museus. Nossas sementes são foguetes.*_

Quando a noite cai sobre o deserto, a areia Palestina conta segredos em línguas, que os satélites não decifram. Um guerrilheiro do Hamas, poeta, acampado entre muros bombardeados, abre um livro roubado de uma biblioteca incendiada. Lê em voz alta para os vagalumes:

_*"Quem tem um porquê, vive e suporta qualquer como".*_

Seus companheiros afiam facões. Um deles pergunta:

_*E nosso porquê?*_

O poeta aponta para o horizonte, onde as romãs cósmicas explodem:

_*Vingar os que foram sementes. Ser terra, apesar das ações sinistras dos sionistas, para os que virão.*_

Amanhã, quando os tanques avançarem sobre as praças, encontrarão crianças jogando futebol com sombras de antepassados. Os soldados hesitarão. Ouvirão risos entalados no granito das casas destruídas. E no momento exato em que apertarem os gatilhos, as romãs, do velho do deserto, brotarão em seus uniformes. Vermelhas. Férteis. Invencíveis.

Porque a América Latina e a Palestina, aprenderam que no inferno, _*nunca se entrega a alma. Apenas as emprestamos à eternidade, enquanto tecem novos mapas, com a luz roubada dos carrascos.*_

_*"A liberdade é um pássaro que ninguém pode encarcerar, pois seu ninho é feito do barro dos sonhos coletivos e canta com a voz dos que se foram."*_

_*BARTHES (CABANA)*_
_*RECANTO DAS LETRAS.*_
_*CÓDIGO DE TEXTO:T8366760
*

domingo, 19 de janeiro de 2025

POESIA VENEZUELA PALESTINA * Fundação Claudino Silva/Brasil

POESIA VENEZUELA PALESTINA
COLETÂNEA

AOS INTERESSADOS, 
faremos uma coletânea de poesias e o tema é VENEZUELA e PALESTINA. Não precisa ser texto inédito, nem sobre os dois temas no mesmo texto. Desde que o poema seja sobre um desses países ou sobre ambos, será bem vindo. 

Nosso livro será um ebook, sem fins lucrativos e com registro de direitos autorais na BIBLIOTECA NACIONAL. Portanto, cada autor será honrado com a publicação de sua obra dentro das normas oficiais. 

A escolha do/s tema/s se deve ao fato desses dois países estarem passando por situações muito parecidas. Um, invadido desde o século dezenove por países imperialistas que vem mantendo, a duras penas, é verdade, o seu domínio sobre os povos habitantes da TERRA, conhecida como PALESTINA. 
O outro, VENEZUELA, desde a instalação da colonização espanhola, vem enfrentando problemas de tipo parecido, como o bloqueio econômico e o desrespeito a sua soberania, aliás conquistada com o sangue do seu povo sob a liderança de SIMÓN BOLPIVAS, impostos pelo imperialismo yanke liderado pelos ESTADOS UNIDOS.

POR ISSO, propomos este projeto aos seres humanos dignos dessa definição, e os convidamos para se empenharem conosco nessa jornada.

A remessa dos trabalho pode ser feita via email: fundacaoclaudinosilva@gmail.com 

Não temos prazo de envio nem quantidade limite de trabalhos. Mas alertamos que serão escolhidos os textos que considerarmos mais significativos. 

TODOS PODEM COMEÇÃO AGORA!

sábado, 21 de dezembro de 2024

Festival Internacional de Cinema do Cairo presta homenagem aos palestinos em Gaza * MPR21

Festival Internacional de Cinema do Cairo presta homenagem aos palestinos em Gaza


O Festival Internacional de Cinema do Cairo, presidido pelo cineasta egípcio Hussein Fahmy, é um dos mais antigos do mundo árabe e da África. É o único da região árabe e africana inscrito na categoria A da Federação Internacional de Produtores de Cinema.

É também o evento cinematográfico árabe e mundial mais focado no apoio à causa palestina. Embora o Egipto tenha se rendido a Israel em 1979, os intelectuais e cineastas egípcios recusaram unanimemente qualquer normalização com o Estado que continua a ocupar a Palestina e os territórios libaneses e sírios. Há três décadas, o ex-presidente do Festival, o escritor Saad Eddin Wahba, liderou a mobilização de cineastas egípcios contra a normalização do Estado Sionista, ao proibir a participação de filmes israelitas no Festival. O seu sucessor, Hussein Fahmy, foi ainda mais longe ao cancelar completamente a edição anterior em solidariedade com o povo de Gaza, vítima de um genocídio atroz, de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade.

Esta edição contou com 190 filmes de 72 países e duas séries de televisão, incluindo 16 exibições no tapete vermelho, 37 estreias mundiais, 8 estreias internacionais e 119 exibições para a região do Médio Oriente e África.

A grande surpresa, que não é exatamente uma surpresa quando conhecemos o lugar que a causa palestina ocupa no coração do povo árabe, foi a excepcional participação do público, que lotou as salas durante as exibições dos filmes palestinos. Um árabe nunca pode esquecer o martírio do povo palestiniano, a limpeza étnica, as repetidas guerras de extermínio que atingiram a Faixa de Gaza, a destruição maciça e sistemática de casas e a fome planeada da população.

Este ano o Festival decidiu retomar a sua actividade para melhor expressar a sua solidariedade para com a Palestina, tornando-se uma plataforma de denúncia do genocídio ao ritmo de uma “dabka”, a dança palestiniana, acompanhada pela famosa canção Ala dini, interpretada por um folclórico grupo de Gaza vestindo o “keffiyeh”, o lenço preto e branco, emblema dos palestinos em luta desde a revolta árabe de 1936-1939. “O sangue que corre em minhas veias é palestino”, diz a letra.

Outro gesto de solidariedade foi a criação de um emblema metálico no formato do mapa histórico da Palestina com as cores da bandeira palestina. O distintivo foi distribuído a todos os participantes do Festival e usado pelo próprio Presidente Hussein Fahmy.

A agressão contra a Síria ainda não tinha começado e o Festival começou a expressar solidariedade com a Palestina e o povo libanês. Seu fechamento foi semelhante. O único segmento musical da cerimónia foi o do grupo “Watan Al Funun” de Gaza com a voz do falecido poeta palestiniano Mahmoud Darwish, recitando versos do seu poema “Nesta terra, a vida vale a pena ser vivida”.

No seu discurso de abertura, Fahmy explicou que a suspensão do festival até 2023 foi um gesto de solidariedade com a causa palestiniana. A decisão de retomar o festival este ano, em 2024, surgiu da mesma vontade de denunciar o genocídio em Gaza. “Durante as minhas visitas a festivais internacionais nos últimos anos percebi que muitos deles, como os Festivais de Berlim e Veneza, tratam de temas políticos e centram-se na Guerra da Ucrânia. No Festival Internacional de Cinema do Cairo também temos o direito de falar sobre as nossas causas e, principalmente, a causa do povo palestino e libanês, atacado de forma selvagem e odiosa pelos soldados israelenses”, disse ele em entrevista.

“Eu não teria decidido organizar o Festival este ano se não tivesse visto que temos o direito de defender as nossas justas causas nacionais através da nossa plataforma, de declarar a nossa solidariedade e de transformá-la numa oportunidade para destacar o sofrimento da Palestina. e o povo libanês”, acrescentou.

Fahmy concluiu destacando que “a arte é capaz de contar histórias de pessoas cujas vidas valem a pena”, agradecendo ao Ministro da Cultura egípcio que esteve presente nos eventos de abertura e encerramento.

“Somos os guardiões do cinema porque é a nossa consciência”, disse o realizador egípcio Yousry Nasrallah, galardoado com o prémio Pirâmide de Ouro por todo o seu trabalho. Apreciando a distinção, Nasrallah destacou que “o cinema egípcio está melhor este ano em termos de receitas e participação em festivais internacionais”, e não saiu sem cumprimentar os seus colegas cineastas palestinianos, “que estão a passar por um duro teste existencial”.

'Sonhos de Passageiros', de Rashid Mashharawi

Para dar uma ideia realista da vida em Gaza antes do último genocídio, os organizadores decidiram exibir “From Ground Zero” durante todo o festival. Esta é uma série de 22 curtas-metragens dedicadas a Gaza e realizadas pelo cineasta palestino Rashid Masharawi. É um lembrete muito útil para ensinar como era a vida em Gaza à luz da guerra genocida contra a população palestiniana desarmada que não relaxou desde 7 de Outubro do ano passado, causando dezenas de milhares de mortes, principalmente mulheres, crianças e idosos. .

A série foi exibida com sucesso à margem do último Festival de Cannes deste ano, apesar do forte clima de repressão e censura imposto pelo lobby sionista na Europa contra qualquer manifestação de solidariedade à causa palestina.

Num outro gesto de apoio a Gaza e ao povo palestiniano, a direcção do festival escolheu a estreia de “Passenger Dreams”, outro filme de Mashharawi, para a cerimónia de abertura. É talvez um dos poucos que aborda a causa palestiniana longe de slogans e operações de guerrilha.

Foi recebido com entusiasmo e entusiasmo, principalmente por ser uma estreia mundial. O filme usa muito simbolismo e acompanha muitas das experiências de Masharawi. É sem dúvida um dos melhores trabalhos que realizou ao longo da sua carreira cinematográfica, que se estende por mais de três décadas.

O filme narra a viagem de Sami, de 12 anos, acompanhado pelo seu tio e primo mais velho, em busca da sua pomba perdida, através de um campo de refugiados na Cisjordânia e de várias cidades palestinas, incluindo Belém, a antiga Jerusalém e Haifa, destacando a difícil vida quotidiana dos palestinianos e o seu impacto na sua personalidade e nas suas relações consigo próprios e com os outros.

A Busca pelas Pombas Perdidas representa a busca da Palestina como pátria e da beleza do povo palestino, apesar da feiúra e da destruição que o rodeia. A determinação do realizador em filmar em Haifa, Belém e na Cidade Velha de Jerusalém, locais que simbolizam a antiga Palestina, expressa o desejo de redescobrir as raízes profundas dos palestinianos e apresentar uma linguagem cinematográfica diferente daquela que prevaleceu até agora no cinema palestiniano. .

Sem dúvida, este filme constitui um salto qualitativo, não só para o seu realizador, mas também para todos os filmes anteriores que abordam a questão palestiniana.
MOHAMMED ASSAF/DAMMI FALASTINI

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Começou a recepção de poemas para o Primeiro Festival de Poesia Inédita para a Palestina * Fórum Itinerante de Participação Popular

Começou a recepção de poemas para o Primeiro Festival de Poesia Inédita para a Palestina

Caracas, 19 de agosto de 2024/Especial de Imprensa da FIPP. Poetas de todo o mundo começaram a enviar suas contribuições para o Primeiro Festival de Poesia Inédita para a Palestina, que acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de outubro em diversos países, quando completaria um ano do Genocídio cometido pelo regime terrorista. de Israel contra o povo palestiniano.


A convocação foi do Fórum Itinerante de Participação Popular, organização que vive e se articula na Plataforma Internacional de Solidariedade à Causa Palestina, junto com grupos de poetas como Ofício Puro e Fecap.


A intenção do festival é publicar uma antologia de poemas que não foram publicados nem nas redes sociais, de poetas maiores de idade, em qualquer idioma, com a condição de que sejam acompanhados de tradução em espanhol.


A recepção dos poemas está marcada para o dia 7 de setembro e as bases são bem simples, além do que foi citado acima, que os textos estejam em Arial 14, com cuidado claro na ortografia e que os temas tratem da Palestina, seu processo de resistência, a sua resiliência, a sua esperança de soberania e liberdade. O e-mail disponível para recebimento e envio dos poemas é FestivalPoesiaPalestina@gmail.com .

Os organizadores do Festival antecipam que em todo o território nacional os poetas se unam com atividades, recitais e espaços de solidariedade.


“Apelamos tanto aos poetas consagrados como aos novos, porque todos temos direito à oportunidade de oferecer o nosso amor num poema aos homens, mulheres, rapazes e raparigas da Palestina”, comentou Hindu Anderi, coordenador do Fórum Itinerante de Participação Popular e da Plataforma de Solidariedade com a Causa Palestina.

Em outubro, o Festival acontecerá em auditórios, praças e comunidades. “Queremos que todos os que por aqui passam ouçam falar da Palestina, despertem a sensibilidade e acendam as chamas da solidariedade, de que o seu povo tanto necessita”, disse finalmente Hindu Anderi.

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terça-feira, 21 de maio de 2024

ENTREVISTA COM FADY JOUDAH * BORIS DRAULIUK/The New Inquiry

ENTREVISTA COM FADY JOUDAH

BORIS DRALYUK e FADY JOUDAH

Quando cria raízes no coração: uma conversa com Fady Joudah
Fady Joudah é uma poetisa, tradutora e médica palestino-americana. A sua última colecção, intitulada simplesmente […], foi escrita nos meses que se seguiram à escalada do genocídio de Israel em Gaza – que matou muitos membros da família de Joudah.

Os poemas de Fady Joudah são requintados, mas ingovernáveis, rebeldemente inovadores, mas sintonizados com uma ampla gama de tradições. Eles falaram comigo muito antes de eu ter o prazer de conhecer seu autor ou a honra de chamá-lo de amigo. Trabalhei com Fady como editor em diversas ocasiões, guardando nossas trocas – tanto em meus arquivos quanto em minha mente – como aulas particulares, não apenas nas artes verbais que ele e eu praticamos, mas também na arte de conduzir-se no mundo com dignidade intransigente. A sua última colecção, […] , foi composta ao longo de três meses brutais de guerra de Israel contra os palestinianos de Gaza, mas é muito mais do que um registo de brutalidade. As respostas de Fady às minhas perguntas abaixo indicam a riqueza dos poemas que ele nos deu e da humanidade que eles lamentam e celebram. -Bóris

BORIS DRALYUK: Se eu isolasse o recurso mais proeminente nesses poemas, seria a repetição. E o uso desse dispositivo por si só parece uma afirmação. Nada disso é novo , lembram-nos as formas desses poemas. Nada disso é novidade . E, no entanto, cada repetição é marcada por uma mudança subtil que muitas vezes traz implicações radicais. A voz destes poemas sabe que “[r]epetição não garantirá sabedoria”, mas repete “cesse agora”, sabendo – ou esperando – que cada contexto é diferente. Você e eu nos correspondemos e nos comunicamos frequentemente, ao longo dos anos, quando a história se repete. Como você consegue permanecer invicto diante da repetição histórica? E o que a repetição poética pode nos oferecer?

FADY JOUDAH: Não há vida sem repetição, começando no nível molecular, até mesmo no nível das partículas. Não há arte sem vida. Para permanecer viável, a arte, indissociável da circularidade da condição humana, também se repete. O que é uma vida sem memória? E o que é memória senão repetição. Mas nem toda repetição garante o que chamamos de progresso, um eufemismo para sabedoria. A repetição com resultados reproduzíveis, por exemplo, é um conceito fundamental do método científico. No entanto, a ciência pode ser um instrumento tanto para a destruição da vida como para a sua preservação. Isto sugere-me que a repetição na arte é a nossa memória inconsciente em ação: a arte imita a repetição da força vital dentro de nós. Toda arte é uma tradução da vida. Tomemos como exemplo a chamada pintura de ação de Jackson Pollock. O que é isso senão um ritmo de força vital em todos nós? Nessas pinturas, o padrão é reconhecível, mas inominável. É como observar os elétrons ricocheteando uns nos outros. A tela contém entropia. Compreendemos isso em nível celular ou quântico.

Mas e a arte palestina? Que repetição rejeitamos ou da qual nos afastamos, e por quê? E o trabalho de Samia Halabi que o estado de Indiana proibiu de ser exibido? E a vida artística de Suleiman Mansour? Israel destrói arte em Gaza ou também a rouba? E quantas Palmiras Israel destruiu em Gaza? A Igreja de São Porfírio. A mesquita Omari. Estas também são questões de repetição. Vale a pena repetir que o amor é um direito humano. No entanto, temos muito menos acesso ao amor como tal do que a maioria de nós está disposta a admitir.

Alguns desses poemas assumem a forma de um diálogo ou de um apóstrofo ao “agressor”. Um começa: “Você, que me tira de minha casa”. No início de outra, o palestrante sugere: “Por que você não denuncia / o que você me pede para denunciar. / Podemos fazer isso juntos contando até três.” Há, neste diálogo, muita dor, mas também há humor e compreensão, ou pelo menos uma tentativa de compreensão. O orador exorta o “agressor” a “ouvir”, até promete “lamber [suas] orelhas contra a vingança”. Você acredita que a tentativa de compreensão pode ser mútua? Serão estes poemas, pelo menos em parte, uma expressão de esperança de que isso possa acontecer?

“Os agressores também sofrem”, escrevo em outro poema em […] . Sim, a compreensão não tem sentido se acontece no vazio. Deve envolver outras pessoas e requer toque. O momento da compreensão é outra história. Quando vou te entender, como você precisa que eu te entenda? Quanto tempo vai demorar? Você vai me subjugar através deste processo ou vai subir em direção à igualdade? É por isso que o humor é necessário, porque uma das marcas do totalitarismo ou do fascismo é a erosão do humor. Até que ponto os EUA são totalitários nos seus assuntos externos? Terão os EUA alguma capacidade de autodepreciação em relação à Palestina? Como isso pode parecer?

O único humor disponível para a opressão extrema é desumanizar outros que eles gostariam de dominar, erradicar. Claro, isso não é humor. É engano patológico e sadismo. Para mim, a capacidade de rir de si mesmo e do seu opressor é deixar uma janela aberta para a compreensão. É uma oferta que faço. Uma esperança, como você diz. A esperança como força vital, força de eros, não força mortal.

O sionismo não tem mais senso de humor, se é que já teve algum. Tudo o que resta para se manter em duas pernas é a violência radical, a destruição preventiva e reaccionária. O comediante palestino-americano Sammy Obeid insiste no humor em tempos sombrios. A Palestina está em todo o seu conjunto. Seu humor quebra tabus. O riso nos torna mais gentis, pois nos sentimos simultaneamente ousados, liberados, ainda que momentaneamente. O extremismo, por outro lado, é inimaginavelmente vulgar.

É impossível ignorar o duplo apagamento representado pelo título do livro e de muitos de seus poemas individuais: reticências entre colchetes. Posso preencher o espaço em branco com qualquer número de palavras, mas o espaço em branco parece ser o ponto principal. “Diariamente você acorda com a matança do meu povo”, você escreve, e depois pergunta: “E você?” Você poderia falar do silêncio, ou do silenciamento, indica o título?

Quando começo a falar sobre o silêncio que permanece, ele deixa de ser um silêncio. Meu trabalho de tradução dos poemas selecionados de Ghassan Zaqtan, The Silence that Remains , honra isso. “Eu não sou seu tradutor” é outra linha em […] . É um eco do “Eu não sou seu negro” de Baldwin. Como palestino em inglês, não sou uma ponte cultural entre o conquistador e o vencido. Talvez […] também seja um exercício de escuta. Ouvir o palestiniano em inglês não significa que o palestiniano esteja sempre a falar. Também precisamos de aprender a ouvir em silêncio os palestinianos no seu silêncio. Até agora, quando um palestiniano se cala, isso significa que está morto ou é violável, digerível, passível de posterior apagamento ou desapropriação. English não começou a imaginar os palestinianos a falar, muito menos a compreender o silêncio palestiniano.

Falando de um exercício de escuta, um dos poemas mais longos do livro é uma sequência de dez maqams, “Parece que sou”. Pelo que entendi, o maqam é um sistema de escalas musicais microtonais que não é facilmente anotado usando modelos ocidentais. Para aprender as escalas, é preciso ouvir e escutar. Seu poema também insiste na nossa escuta; poucas linhas, mesmo as mais aforísticas, transmitem isoladamente a totalidade de seus significados. Enjambment e refrões recontextualizados desbloqueiam camadas e mais camadas de nuances. Uma frase, no entanto, é demasiado aforística para não ser citada: “Um coração livre dentro de um peito enjaulado é livre”. Há muito tempo que fico admirado com a sua capacidade de defender a liberdade do seu coração, apesar de todas as tentativas, mesmo as bem-intencionadas, de prendê-lo. Você poderia falar sobre o maqam como uma forma, e talvez sobre o papel que ele desempenhou em ajudar o seu coração a permanecer livre?

Assim, “maqam” também significa um lugar de posição, uma posição de ser, seja social, histórico ou espiritual, físico ou metafísico. Um maqam é também onde os falecidos estiveram, estabeleceram a sua presença e nos obrigaram a comemorá-los. O que esses significados compartilham com a música é uma conversa e uma viagem no tempo. A música sobe, desce, pausa, entre a nota e a escala, o singular e o plural. Ele se posiciona em relação ao performer e ao público. E repete.

Em última análise, um maqam musical aspira a “Tarab”, uma palavra que carece de equivalente em inglês e outras línguas da Europa Ocidental. Tarab é o estado de êxtase, mesmo que doloroso, que se alcança através da música ou canto. O conceito existe em todas as culturas, é claro. Mas em árabe esta chegada sensorial, ao mesmo tempo que uma partida, tem uma palavra específica. Nos maqams em […] , pretendo corresponder aos conceitos árabe-islâmicos como arte e não como didatismo ou exotismo antiquado. A estereotipagem nada mais é do que uma língua morta, que pode levar à morte daquilo e de quem fala. “Barzakh”, por exemplo, é um conceito muito complexo. Isso tem sido discutido há séculos. Não sou obrigado a explicar isso. Em vez disso, entro na conversa através da arte. O mesmo para os poemas maqam. “Maqam para um Silêncio Verde” não precisa explicar o encontro de Moisés com al-Khidr. E nenhuma página da Wikipédia será suficiente.

Um dos poemas deste livro compartilha o título de um poema seu anterior, de Alight (2013). Nesse primeiro poema intitulado “Mimesis”, a filha do orador rejeita seu conselho de derrubar a teia de aranha que a impede de passear de bicicleta. “Ela disse que é assim que os outros”, relata o palestrante, “se tornam refugiados, não é?” Nesta nova iteração de “Mimesis”, um “sapo bebê de uma polegada de comprimento” entra na casa do locutor “durante o extermínio / de animais humanos ao vivo na TV”. Em outro poema deste volume, o orador prevê que seu falecido cão diabético reencarnará “como uma pessoa que não pode pagar pela insulina”. Você poderia refletir para nós sobre a relação entre o humano e o animal em seus poemas? Sua formação e experiência como médico afetaram sua visão desse relacionamento?

Não é preciso ser médico para entender o que significa não ter condições de pagar pela insulina. Nossa relação com os animais e outras criaturas é de domínio. Para que, quando eles são os nossos melhores amigos ou os destinatários da nossa magnanimidade, ainda estejamos no controle, e eles sejam o nosso sujeito e metáfora. É imenso não matar uma aranha por empatia pelos deslocados. E ainda assim quantas aranhas matamos desde aquele poema. Queria contrariar a popularidade do primeiro “Mimesis” com o segundo. Queria fazer perguntas sobre a empatia da conveniência, o sedoso reino de eureka. “Eureka” em si foi um pronunciamento da lei do deslocamento. O deslocamento de outros ativa a empatia até que o genocídio exponha essa empatia pelo que sempre foi: uma ideia. Mesmo assim, respeito essa ideia quando ela cria raízes no coração.

Será que a nossa capacidade e vontade de exterminar espécies coincidiu com a nossa prática de genocídio? Provavelmente não. Demorou um pouco para os dois andarem de mãos dadas. Indiscutivelmente, a chamada era moderna começou com o extermínio principalmente de árabes e muçulmanos, mas também de judeus, na Espanha nos séculos XV e XVI, e rapidamente tomou conta dos povos indígenas das Américas. Al-Andalus, como civilização viva, foi dizimada, apagada e tudo o que restou dela foi escondido, sobrevivendo apenas em código.

No final do século XVIII, o projecto colonial europeu começou a exterminar outras formas de vida juntamente com os humanos. Agora até a água, fonte de vida, é sistematicamente destruída. Ainda bem que não conseguimos alcançar o sol.

Passamos da necessidade como mãe da invenção para a invenção como mãe da necessidade. E ao rendermo-nos a este modo de vida, damos início à catástrofe num carrossel, como se o desastre fosse a nossa única saída da nossa aporia, do nosso beco sem saída.

Um médico detém poder sobre o paciente, apesar da declaração de direitos do paciente. Torno-me um servidor da biopolítica do Estado. Os pacientes tornam-se meus súditos, clientes, etc. Nossa humanidade mútua é regida por leis. A decência comum não desaparece, mas adquire um modo automatizado dentro das maquinações permitidas. Ocasionalmente, a mesma condição aflige a solidariedade nos movimentos sociais. De qualquer forma, se o paciente não tem condições de pagar a insulina, é uma questão que o Estado deve responder. Se o paciente faz uma colonoscopia, não é necessariamente porque a humanidade prevaleceu. Eventualmente, muitos pacientes com poucos recursos são encaminhados para a necropolítica, seu novo administrador na vida. Eles são deixados para morrer sem a devida intervenção do Estado. Tornam-se danos colaterais e então o seu infortúnio é, na melhor das hipóteses, transformado num motor de mudança dentro da civilização em tempos de paz. Isto não diz nada sobre o que acontece na guerra, no genocídio. Quem bombardeia hospitais e herda a terra?

As limitações da humanidade… Em algumas das linhas mais assustadoras de […], o orador descreve o resgate de uma jovem debaixo dos “escombros feitos pelo homem”, cujos salvadores a fazem sentir-se momentaneamente “como uma criança / que viveu durante sete anos acima chão / recebendo elogios”, antes de saber “do desaparecimento de sua família / afundá-la”. Você escreve: “Todos os desastres são naturais / incluindo este / porque os humanos são naturais”. Não há como deixar a poesia de lado, mas ela é apenas um lado da sua experiência. Poderia partilhar connosco como, desde o início deste desastre natural provocado pelo homem que atingiu Gaza, conseguiu viver, dia após dia, como um palestiniano neste mundo?

Quero compartilhar mas não consigo. Moro na América, autor deste genocídio contra mim e contra o povo palestino.

A América é tão bem treinada em exibir o sofrimento dos seus vencidos. Não há reconhecimento suficiente em inglês da dívida para com o sumud, a resistência e a sobrevivência palestinianos. Alguma solidariedade com a Palestina não saberia o que fazer sem os palestinos liderando o caminho repetidas vezes. No devido tempo, olharemos para trás, para os movimentos de solidariedade na era neo-imperial e multicultural, e veremos mais claramente os seus aspectos perversos de auto-congratulação. Pão e bombas. Comprimidos e prêmios. Por outras palavras, existe uma solidariedade cujo horizonte é a assimilação, e existe uma solidariedade cujo horizonte é a libertação. O primeiro é hierárquico para aqueles com quem é solidário. Este último está em comunidade com eles. O primeiro os trata como abstração. Este último é citacional. Ele nomeia aqueles que ama.

Algumas das mentes europeias mais fascinantes do século XX estavam totalmente cegas à praga do colonialismo europeu e às pessoas que lhe foram subjugadas. Walter Benjamin e Hannah Arendt pertenciam a uma minoria perseguida e talvez a gravidade da sua opressão tenha limitado a sua capacidade de se libertarem inteiramente do ponto de vista dos seus opressores. Nenhum dos dois poderia imaginar os povos colonizados do mundo. Isso é humano, pode acontecer com qualquer pessoa a qualquer momento, principalmente sob pressão. Mas isto significa que a nossa era de solidariedade também tem as suas próprias limitações.

Algumas expressões de solidariedade no império são ferozes, lideradas por “desmancha-prazeres” que conseguem rir. No entanto, outros sentem-se demasiado inclinados a actos de auto-afirmação, flexibilizando o poder do testemunho. Esta última expressão de solidariedade parece temperada e viciada por um moralismo superior que favorece o poder através da crítica da vítima. Este ativismo não está enraizado na generosidade. Compreendo que seja desconcertante pertencer a uma cultura que acredita que a sua capacidade de reparação é uma posse eterna, concedida por alguma providência. E olha, dizem, temos os marcos históricos para provar isso. Agora todo mundo quer ser testemunhado. E assim, a minha limitação em responder à sua pergunta decorre de uma necessidade de desafiar a audição implacável que pode ou não me aprovar como bom material para um produto nacional. Uma marca. Um verdadeiro concorrente no mercado livre. A premissa desta audição é falsa. Pergunto-me, por exemplo, se o silêncio em […] , e o estrangeiro nesse silêncio, são o que estamos aqui a desmantelar reflexivamente, em nome da disponibilização a um público mais vasto do livro em inglês que autoriza a aniquilação palestiniana.

E se eu não tivesse família em Gaza? Você preferiria procurar um sobrevivente palestino mais autêntico? Quem, entre os solidários com os palestinianos, impõe critérios de autenticidade ao palestiniano em inglês?

Estou muito mais preocupado com o dia seguinte ao término do genocídio transmitido ao vivo dos palestinos. O dia seguinte é o dia mais longo. E é igualmente indescritível.

Um verso de Al-Mutanabbi do século X: “Infelizes são aqueles que invejam as vidas dos miseráveis./ Existe uma vida pior que a morte”. O que aconteceu com o sorriso daquela garota? Voltou ao rosto dela? A Palestina em árabe está sempre viva.

domingo, 3 de março de 2024

A Palestina ainda é o problema * John Pilger/UK

A Palestina ainda é o problema


Com quase 30 anos de diferença, os dois documentários de John Pilger sobre a Palestina tinham o mesmo título, A Palestina ainda é o problema. O que ele queria dizer era que, no decorrer de uma geração, uma grande injustiça permaneceu inalterada e urgente.

O seu filme de 1974 descreveu a fuga e a expulsão de quase um milhão de palestinianos, que se tornaram refugiados na sua própria terra – na criação do Estado de Israel em 1948, e depois como resultado da Guerra dos Seis Dias em 1967. 

«O que mudou», diz Pilger no seu regresso para filmar o seu documentário de 2002, «é que os palestinianos reagiram. Apátridas e humilhados durante tanto tempo, levantaram-se contra o enorme regime militar de Israel, embora eles próprios não tenham exército, tanques, aviões americanos, navios de guerra ou mísseis... Para [eles], a rotina dominante do terror, dia após dia , tem sido o controlo implacável de quase todos os aspectos das suas vidas, como se vivessem numa prisão aberta.'

A luta dos palestinos pelas suas terras é o tema de ambos os filmes. A perda de 78 por cento das terras em 1948 significou que só podiam reivindicar os restantes 22 por cento, que estavam ocupados por Israel. Eles lutaram principalmente com estilingues contra tanques e aviões durante a sua primeira revolta, a intifada de 1987, e levantaram-se repetidamente. 

Os recolheres obrigatórios, os controlos, os bloqueios de estradas e os postos de controlo que regem as suas vidas podem ser comparados com o apartheid na África do Sul, diz Pilger, que entrevista tanto palestinianos como israelitas, tornando o seu relatório infinitamente mais poderoso do que se tivesse dado voz simplesmente aos oprimidos. Na verdade, a maioria das suas testemunhas são israelitas. A entrevista mais longa é uma das mais reveladoras – com Dori Gold, uma figura influente no coração do poder israelita.

Um palestino fala sobre sua irmã, a primeira mulher-bomba, uma voluntária de ambulância de 28 anos que testemunhou mortes e ferimentos de pessoas. Ele está orgulhoso dela. Um pai israelense, Rami Elhanan, lembra-se de sua filha de 14 anos que foi morta por um ataque suicida. “É preciso reconhecer o desespero daqueles que cometem tais atrocidades”, diz ele. 'Você tem que se perguntar: você contribuiu de alguma forma para esse desespero. O homem-bomba foi uma vítima, assim como minha garota.

Com Israel controlando a Cisjordânia ocupada através de assentamentos judaicos que são ilegais sob o direito internacional, Pilger visita um desses assentamentos. Ele passa por um posto de controle militar e por uma estrada cercada por arame farpado eletrificado, que foi construída para uso exclusivo de colonos judeus e soldados israelenses – um emblema impressionante do apartheid, diz ele – antes de descobrir o espetáculo surreal do que parece ser um subúrbio tranquilo de classe média, completo com casas com antenas parabólicas em estradas arborizadas e limpas. 

Uma das vozes mais reveladoras é a de um soldado, Yishai Rosen-Zvi, que se recusou a servir na Cisjordânia ocupada e descreve “o enorme bluff do establishment israelita”, acrescentando: “[Cada] crítica às suas políticas é chamado anti-semitismo, [quando] criticar a política do seu país é a única coisa patriótica que se pode fazer.'

Suas palavras são proféticas. Uma campanha orquestrada dirigida pelos sionistas foi montada contra A Palestina ainda é o problema, principalmente nos Estados Unidos, por grupos que não tinham visto o filme. Cada e-mail enviado tinha um tema genérico de “anti-semitismo” – uma versão inicial dos “bots” das redes sociais. Pilger e sua família receberam ameaças de morte. 

Na Grã-Bretanha, a Comissão Independente de Televisão, então reguladora da televisão comercial, conduziu um inquérito de três meses e concluiu que a Palestina ainda é a questão era “justa e equilibrada” e não tinha violado a cláusula de “devida imparcialidade” na Lei de Radiodifusão de 1990. . Elogiou o rigor histórico do filme, juntamente com o “cuidado e meticulosidade com que foi pesquisado”. A Palestina ainda é o problema ganhou vários prêmios internacionais.

Prêmios: A estatueta de Chris na divisão Guerra e Paz, Chris Awards, Columbus International Film & Video Festival, Ohio, 2003; Vencedor, categoria Guerra e Paz, Festival Internacional de Cinema de Vermont, 2003; Certificado de Mérito, Chicago International Television Awards.

A Palestina ainda é o problema foi uma produção da Carlton Television para a ITV, transmitida pela primeira vez na ITV1, 16 de setembro de 2002