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domingo, 19 de janeiro de 2025

POESIA VENEZUELA PALESTINA * Fundação Claudino Silva/Brasil

POESIA VENEZUELA PALESTINA
COLETÂNEA

AOS INTERESSADOS, 
faremos uma coletânea de poesias e o tema é VENEZUELA e PALESTINA. Não precisa ser texto inédito, nem sobre os dois temas no mesmo texto. Desde que o poema seja sobre um desses países ou sobre ambos, será bem vindo. 

Nosso livro será um ebook, sem fins lucrativos e com registro de direitos autorais na BIBLIOTECA NACIONAL. Portanto, cada autor será honrado com a publicação de sua obra dentro das normas oficiais. 

A escolha do/s tema/s se deve ao fato desses dois países estarem passando por situações muito parecidas. Um, invadido desde o século dezenove por países imperialistas que vem mantendo, a duras penas, é verdade, o seu domínio sobre os povos habitantes da TERRA, conhecida como PALESTINA. 
O outro, VENEZUELA, desde a instalação da colonização espanhola, vem enfrentando problemas de tipo parecido, como o bloqueio econômico e o desrespeito a sua soberania, aliás conquistada com o sangue do seu povo sob a liderança de SIMÓN BOLPIVAS, impostos pelo imperialismo yanke liderado pelos ESTADOS UNIDOS.

POR ISSO, propomos este projeto aos seres humanos dignos dessa definição, e os convidamos para se empenharem conosco nessa jornada.

A remessa dos trabalho pode ser feita via email: fundacaoclaudinosilva@gmail.com 

Não temos prazo de envio nem quantidade limite de trabalhos. Mas alertamos que serão escolhidos os textos que considerarmos mais significativos. 

TODOS PODEM COMEÇÃO AGORA!

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

BRIZOLA E CAROLINA DE JESUS/CAROLINA MARIA DE JESUS * Fundação Claudino Silva/RJ

BRIZOLA E CAROLINA DE JESUS

Entre tantas histórias de Brizola, essa com Carolina de Jesus merece ser muito compartilhada - trago do Memorial Luiz Carlos Prestes.

No livro "Casa de Alvenaria" (1961), Carolina de Jesus registra sua passagem por Porto Alegre e o encontro com Leonel Brizola e sua esposa Neuza Goulart na turnê de divulgação do seu primeiro livro "Quarto de Despejo". Datada em 02 de dezembro de 1960:

"Quando a Dona Neuza Goulart Brizola surgiu fiquei observando-a atentamente. Foi a primeira esposa de governador a receber-me depois que eu saí da favela. Conversando com Dona Neuza percebi que o majestoso palácio que ela habita não lhe envaidece. Achei lindo ela dizer: “Tenho pavor desta casa. O meu esposo é político. E os políticos não têm amigos”. Ela despediu-se. Fui falar com o Dr. Leonel Brizola noutra sala. Perguntei-lhe como vai indo o desenvolvimento do estado. O Dr. Leonel Brizola pediu-me para não envaidecer e não desprezar os pobres:

- 'Você deve voltar periodicamente a favela para não perder sua autenticidade. Você vai visitar as favelas de Porto Alegre e dizer aos favelados que eles precisam e devem estudar. Faça-me esse favor. O meu sonho é acabar com o analfabetismo no estado. O meu carro está a seu dispor”.

Dei uma risada e comentei:
- “Que honra para mim! Estava habituada a andar só de Rádio-Patrulha”.
(...)
Fiquei abismada quando vi as favelas do Rio Grande do Sul. As casas são de tábuas bem construídas. Tem muita água e vários tanques. As mulheres não brigam por causa da água. Algumas pessoas da favela conheciam-me de nome. (...) O que impressionou-me na favela de Porto Alegre foi a quantidade de água. Quando abre a torneira em dois minutos enche-se uma lata. As mulheres lavam as roupas com água canalizada desinfetada com cloro.
(...)
Fomos na Câmara ver o II Congresso Estadual de Vereadores. Estava empolgante. O Governador Leonel Brizola estava presente. Eu disse-lhe:
- “O senhor está me perseguindo”.
Ele sorriu comentando:
- “Não, Carolina. Quem está perseguindo-me é você. Eu cheguei na frente”.

O presidente interrompeu os debates para receber-me. E apresentou-me aos presentes, convidando-me para me dar parte nos debates. Perguntou-me qual é a causa das favelas nas grandes cidades. Respondi:
- “Nós os favelados somos os homens do campo. Devido os fazendeiros nos explorar ilimitadamente deixamos as favelas e vamos para as cidades. E nas grandes cidades, os que vivem melhor são os cultos. Nós os incultos encontramos dificuldades de vida. Mesmo trabalhando na cidade como assalariado, encontramos dificuldades para viver porque o salário não cobre as despesas. Não há possibilidade de pagar uma residência decente. Temos que habitar as terras do Estado.
Fui aplaudida. Meu olhar avuou para o rosto do Dr. Leonel Brizola. Ele estava sorrindo. Autografei alguns livros para os vereadores”.

Fonte: JESUS, Carolina de. Casa de Alvenaria: diário de uma ex-favelada. São Paulo: Editora Paulo de Azevedo, 1961. p. 89-93.
Foto: Correio da Manhã, 19 de março de 1961.
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segunda-feira, 31 de julho de 2023

JOÃO CAETANO * Fundação Claudino Silva - FCS/RJ

JOÃO CAETANO
João Caetano dos Santos
 (Itaboraí, RJ 27/1/1808 - Rio de Janeiro, RJ 24/8/1863) foi um ator e empresário teatral brasileiro. Além de ser tradicionalmente conhecido como o maior ator de sua época, Caetano é considerado ainda o primeiro teórico da arte dramática no país e responsável pela profissionalização do teatro, com suas iniciativas no palco ou na administração de companhias que atuavam tanto na capital como nas províncias.

Sua atuação o transformaria no impulsionador do teatro brasileiro como uma atividade profissional contínua, numa época em que as companhias teatrais lusitanas monopolizavam os palcos brasileiros, (isso desde a chegada da família real portuguesa em 1808), conseguindo superá-las em fama e prestígio.

Antes de iniciar sua carreira, João Caetano foi cadete e serviu na guerra da Cisplatina. De acordo com o reconhecimento de críticos seus contemporâneos, a experiência de guerra teria ajudado na montagem de cenas militares, e ao mesmo tempo moldou seu caráter, fazendo-o encarar a vida teatral como um campo de batalha, onde se lutava tanto por idéias como por espaço.

A estreia de João Caetano como ator aconteceu em 1831 na peça "O Carpinteiro da Livônia". No ano seguinte, conheceu a bailarina e atriz Estela Sezefreda, que se tornou sua parceira nos palcos e logo depois sua companheira, e com quem se casaria em 1845.

Apenas dois anos após sua estreia, ocupa o teatro de Niterói e funda a Companhia Nacional João Caetano, exercendo as funções de empresário, diretor e ator. Sua companhia teatral apresentou grandes autores trágicos, cômicos, melodramas e dramas burgueses. Merece destaque a montagem de "O príncipe amante da liberdade" ou "A independência da Escócia", peça em que utilizou apenas atores brasileiros, gesto que rompia com a tradição na qual os artistas, a linguagem e os repertórios eram rigorosamente reproduzidos como em Portugal. Autodidata, tinha predileção pela tragédia, mas também representou papéis cômicos marcantes, sendo o primeiro a apresentar a peça "O Juiz de Paz na Roça" de Martins Pena, isso em 1838.

Caetano escreveu ainda dois livros sobre a arte de representar: "Reflexões Dramáticas", de 1837, e "Lições Dramáticas", de 1862. Foi o primeiro artista brasileiro a entender a necessidade de uma formação para os atores, tomando a iniciativa de construir e administrar uma Escola de Arte Dramática no país, totalmente gratuita, inspirado por uma experiência que teve em 1860, após visitar o Conservatório Real da França. Também promove a criação de um júri dramático, para premiar a produção nacional. João Caetano faleceu no dia 24 de agosto de 1863, no Rio de Janeiro.


Bibliografia:
João Caetano. Disponível em:  http://historiadoteatroufpel.blogspot.com.br/2009/04/joao-caetano.html >. Acesso: 31/03/13.
João Caetano dos Santos. Disponível em: < http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoaCaeSa.html>. Acesso: 31/03/13.
João Caetano. Disponível em: < http://www.spescoladeteatro.org.br/enciclopedia/index.php/Jo%C3%A3o_Caetano >. Acesso: 31/03/13.
João Caetano. Disponível em: < http://www.algosobre.com.br/biografias/joao-caetano.html >. Acesso: 31/03/13.
Arquivado em: Biografias
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