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quarta-feira, 25 de março de 2026

Prêmio Literário José Saramago abre inscrições para edição 2026 com prêmio de € 40 mil * Fundação José Saramago

Prêmio Literário José Saramago abre inscrições para edição 2026 com prêmio de € 40 mil

Estão abertas até o dia 15 de maio de 2026 as inscrições para a 14ª edição do Prémio Literário José Saramago, iniciativa voltada à descoberta e valorização de novos escritores da língua portuguesa. O concurso é organizado pela Fundação Círculo de Leitores, em articulação com a Fundação José Saramago.

A premiação, considerada uma das mais relevantes distinções literárias da lusofonia, selecionará em 2026 uma obra inédita de ficção escrita por autores com até 40 anos de idade, provenientes de países lusófonos.

Incentivo à nova literatura em língua portuguesa

Segundo os organizadores, o objetivo do prêmio é revelar novas vozes literárias e fortalecer a circulação da literatura contemporânea entre os países que compartilham o idioma português. O autor vencedor terá a obra publicada simultaneamente em Portugal e no Brasil — pelo Grupo Porto Editora e pelo Grupo Editorial Record — além de distribuição em toda a comunidade lusófona.

O prêmio principal é de € 40 mil, e o resultado será anunciado no último trimestre de 2026.

Quem pode participar

Podem concorrer escritores dos países de língua portuguesa que atendam aos seguintes critérios:

Ter até 40 anos na data estipulada pelo regulamento;
Apresentar obra inédita de ficção, nos formatos romance ou novela;
O texto deve possuir mínimo de 200 mil caracteres com espaços;
O tema é livre.

Não há cobrança de taxa de inscrição nem custos mínimos para participação.
Inscrições e regulamento

Os interessados devem consultar o edital completo e seguir as orientações disponíveis no regulamento oficial do prêmio, acessível pelo site:

A organização recomenda que os candidatos guardem uma cópia do edital para eventuais consultas durante o processo seletivo.

A divulgação do resultado e atualizações do concurso também serão publicadas no perfil oficial do prêmio no Instagram:
Tradição literária

Criado para homenagear o escritor português José Saramago, Nobel de Literatura de 1998, o prêmio tornou-se uma plataforma importante para o surgimento de novos autores no cenário literário internacional, consolidando-se como referência entre os concursos dedicados à literatura em língua portuguesa.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Viriato Gaspar: Uma nova viagem * LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ/MA

Viriato Gaspar: Uma nova viagem
algo maior do que as lições dos livros: a importância de cultivar amizades. Talvez fosse

verdadeiras não envelhecem.

Elas resistem ao tempo, às distâncias, às transformações


POR LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Hoje parti sem sair. O mundo lá fora é apenas reflexo do que não compreendo em mim. O silêncio me chamou pelo nome que nunca usei. Respondi com um verso.

Rezei ao nada. Não por falta de crença, mas por excesso de lucidez. O salmo que escrevi não louvava — ele chorava.

Meu corpo é cais. Mas a alma, embarcação sem vela. O vento que me move vem de dentro, e às vezes sopra contra.

Se o infinito maior é o homem, sou apenas um fragmento flutuante na margem do mistério. Mas sigo navegando. Porque há mares que só existem quando alguém ousa atravessá-los.

Cartografia do Silêncio

Navego em mim. Não há bússola. Só o eco de um nome que esqueci.

O coração — esse astrolábio partido — mede distâncias entre o que fui e o que ainda não sou. Há um deserto onde antes havia fé. E nele, um oásis de dúvida floresce.

Meus olhos não veem, mas pressentem. O invisível é o que mais pesa.

Sou feito de perguntas. De gravetos e ausências. De um salmo que não louva, mas espera.

E se o infinito maior é o homem, sou apenas um ponto flutuante na margem do mistério.

Viriato Gaspar foi um poeta e jornalista brasileiro nascido em São Luís, Maranhão, em 1952 e falecido em Brasília em 18 de setembro de 2025, aos 73 anos de idade.. Sua obra poética é marcada por uma profunda reflexão existencial e espiritual, explorando temas como fé, vazio, transcendência e a condição humana. Um dos seus textos mais emblemáticos é Salmo Zero, uma espécie de antissalmo que questiona, em vez de louvar, e mergulha no silêncio e na dúvida como formas de oração.

Entre seus livros de poesia estão: Manhã Portátil (1984); Onipresença (1986, versão incompleta; versão definitiva em

andamento); A Lâmina do Grito (1988); Sáfara Safra (1996); Fragmuitos de Mim (antologia em preparação)

Sua escrita é lírica, filosófica e muitas vezes marcada por uma linguagem inventiva e provocadora. Ele evoca figuras históricas

e políticas como Honestino Guimarães e Stuart Angel, misturando memória, crítica e espiritualidade.

Trajetória; Jornalista profissional desde 1970. Servidor público aposentado do Superior Tribunal de Justiça. Vencedor de diversos prêmios literários no Maranhão e em Brasília. Participou de mais de uma dezena de antologias poéticas

Viriato Gaspar foi um dos fundadores do movimento literário Antroponáutica, surgido no início da década de 1970 em São Luís, Maranhão2.

Movimento Antroponáutica - Origem: Criado


por jovens poetas maranhenses — Viriato Gaspar, Raimundo Fontenele, Chagas Val, Valdelino Cécio e Luís Augusto Cassas. Ano de início: Por volta de 1971, com encontros no bar "Canto da Viração", no centro de São Luís. Objetivo: Renovar

a poesia maranhense, rompendo com as escolas literárias do século XIX. Influências: Homenagem ao poeta Bandeira Tribuzzi (autor do poema "Antroponáutica") e admiração por nomes como Nauro Machado e José Chagas. Reconhecimento: Publicaram no Jornal do Dia e Jornal do Maranhão, lançaram a Antologia Poética do Movimento Antroponáutica e participaram da Antologia Hora do Guarnicê.

Esse movimento foi uma verdadeira ruptura estética e ideológica, trazendo ousadia poética em meio ao regime militar. Viriato Gaspar, com sua escrita intensa e filosófica, foi uma das vozes mais marcantes desse grupo.

O termo "antroponáutica" — criado por Tribuzzi

— sugere uma "navegação pelo homem", uma jornada interior e poética pela condição humana. Foi essa imagem que uniu jovens poetas como Viriato Gaspar, Raimundo Fontenele e outros em busca de uma nova estética literária no Maranhão.

Etimologia e sentido - "Antropo" vem do grego ánthrōpos, que significa homem ou ser humano. "Náutica" vem de nautikós, que se refere à navegação. Portanto, antroponáutica pode ser entendido como a navegação pelo interior do ser humano — uma jornada existencial, espiritual e poética através da condição humana.

No poema Antroponáutica, Tribuzzi encerra com o verso: "O infinito maior é o próprio homem." Esse verso resume a ideia central: o ser humano é um universo em si, capaz de explorar sua própria alma, seus limites, seus abismos e transcendências. A antroponáutica é essa viagem

— não pelas estrelas, mas pelo íntimo.

A ideia de antroponáutica — a viagem poética e filosófica pelo interior do ser humano — aparece de forma marcante nos poemas de

Viriato Gaspar, especialmente em sua linguagem introspectiva, existencial e muitas vezes espiritual. Ele não apenas escreve sobre o mundo, mas mergulha no "eu" como território de descoberta e inquietação.

Aqui estão alguns exemplos de como essa ideia se manifesta:

Exploração do eu como universo - "Secar por dentro o coração nos medos. Podar os brilhos. Largar as aparências. E o que sobrar no fim é a tua essência." — (Poema: Andando ao léu, com Rumi, pela tarde). Esse trecho é uma verdadeira antroponáutica: um despojamento das máscaras sociais para alcançar a essência do ser.

Viagem sem mapa, sem destino - "Iremos ao luar. Sem pressa alguma. Sem nenhuma intenção ou rumo certo. Nenhum mapa ou farol, nenhum roteiro." — (Poema: O Estrangeiro Soturno).

Aqui, a jornada é interior e simbólica — não há direção externa, apenas o movimento da alma.


Busca por sentido e transcendência - "Não há respostas prontas. Só perguntas. De gravetos e folhas já defuntas." — (Poema XI). A antroponáutica é também a recusa das certezas fáceis. Gaspar prefere o mistério, o questionamento, o silêncio que interroga.

Epifania e revelação - "Epifania de encharcar os dedos no que ninguém ousou nem viu

por onde. Essência. Caber esse orifácil tão difícil." — (Poema: A Ilha). Esse trecho é puro alumbramento: a revelação do invisível, o toque no indizível — uma viagem ao núcleo do humano.

Retrato do poeta como antroponauta - "Quase cego de ver por dentro o fora, meio surdo de ouvir inaudizíveis, de perscrutar silêncios e palavras." — (Poema: Retrato do Poeta Quando Velho). Gaspar se define como alguém que vê o mundo "por dentro", que ouve o que não se diz

— um verdadeiro navegante da alma. Esses versos mostram como Viriato Gaspar encarna a antroponáutica não apenas como

estética, mas como postura existencial. Ele é um poeta que navega o humano com coragem, delicadeza e profundidade.

A influência do movimento Antroponáutica e de poetas como Viriato Gaspar se estendeu para gerações posteriores da poesia maranhense e brasileira, especialmente entre autores que buscam uma escrita introspectiva, filosófica e crítica.

Embora não haja uma lista oficial de "discípulos" do movimento, podemos identificar ecos antroponautas em poetas que vieram depois e que dialogam com essa estética:

Poetas influenciados ou afinados com a Antroponáutica

Luís Augusto Cassas - Embora seja um dos fundadores do movimento, sua obra posterior manteve o espírito antroponauta, influenciando jovens poetas com sua linguagem experimental e crítica social.

Raimundo Fontenele - Também fundador, mas sua produção recente continua inspirando poetas contemporâneos com temas como solidão, transcendência e resistência.

Poetas da Antologia Hora do Guarnicê

- Essa coletânea reuniu os antroponautas com novos nomes da literatura maranhense, criando um elo entre gerações. Muitos desses jovens poetas absorveram a estética do movimento, como: Mário Luna, Valdelino Cécio, Chagas Val

Poetas contemporâneos maranhenses

- Embora não diretamente ligados

ao movimento, autores como Celso Borges, Ferreira Gullar (em sua fase tardia) e Zeca Baleiro (em sua poesia

musical) mostram traços de antroponáutica: introspecção, crítica existencial e linguagem inventiva.

Influência estética e temática; Linguagem fragmentada e lírica. Temas como o vazio, o silêncio, a dúvida e o sagrado profano.

Ruptura com formas clássicas e busca de uma poética do ser.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

ENTREVISTA GABRIEL GARCIA MARQUEZ * Fundação Claudino Silva/FCS

ENTREVISTA GABRIEL GARCIA MARQUEZ
GABRIEL GARCIA MARQUEZ - COLÔMBIA

Cem Anos de Solidão (a série)


Felipe Andrés Pérez Cabrera

Você já viu a série Cem Anos de Solidão? A produção cinematográfica foi dirigida por Rodrigo García (filho de Gabriel García Márquez), Laura Moreno Ortega e Alex García López. O roteiro é uma adaptação do romance do escritor Gabriel García Márquez com o mesmo nome da série; Acrescento que este romance é considerado um dos melhores da história da humanidade. Os roteiristas encarregados de adaptar o romance às telas foram María Camila Arias, Camila Bruges, Albatroz González, Natalia Santa e José Rivera. O elenco de atores, em sua maioria colombianos, apenas as atuações de estrangeiros na novela são realizadas por eles de acordo com sua nacionalidade; por exemplo, o cigano espanhol ou o professor de música italiano da peça. A produção é da destacada produtora colombiana de séries e filmes Dynamo Producciones, que contou com financiamento, colaboração e distribuição da Netflix.

Não se trata apenas de conhecer o conteúdo de um livro em si, a série se transforma em um verdadeiro espetáculo de cores, enredo, paisagens mágicas, história, shows e entretenimento do mais alto calibre. Recomendo mesmo que seja para passar momentos agradáveis ​​em nossas vidas; Sem dúvida é uma série que homenageia o livro de Gabo, aproveitando a diversão de seus capítulos, trazendo consigo as mensagens da moral deixada pela obra escrita, mergulhando nas profundezas da nossa rica cultura caribenha. Só para curtir a vida, é bom ver. Recomendado.

PS: Viva a Colômbia e seu povo, que tem enormes capacidades para se destacar em qualquer circunstância da vida! A Colômbia, pátria fundada pelos nossos antepassados, ainda goza de ser um poderoso império cultural da nossa América Latina e das Caraíbas; Devemos continuar a trabalhar pela unidade num único país, tal como os nossos antepassados ​​nos deixaram.

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