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quarta-feira, 10 de junho de 2026

34ª FEIRA DO INTERNACIONAL DO LIVRO DE HAVANA * Idalmis Brooks/DF

34ª FEIRA DO INTERNACIONAL DO LIVRO DE HAVANA

Em conferência de imprensa, o Instituto Cubano do Livro anunciou que a 34.ª Feira Internacional do Livro de Havana será realizada de 10 a 16 de agosto de 2026, tendo como nova sede principal a Estação Cultural Línea y 18.

A conferência foi presidida por Juan Rodríguez Cabrera, presidente do Instituto Cubano do Livro, e por Víktor Koronelli, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Federação da Rússia em Cuba, que ofereceram detalhes sobre a reorganização do maior evento cultural do país.

Em tempos particularmente complexos para a nossa nação e apesar das ameaças do governo dos Estados Unidos, trabalha-se para oferecer a melhor feira possível, contando com a vontade do movimento de escritores e criadores, bem como com o apoio da direção do país, assegurou Juan Rodríguez, presidente do Instituto Cubano do Livro.

Foi reiterado que a Federação da Rússia será o País Convidado de Honra desta edição, que será dedicada ao centenário do nascimento do nosso Comandante Fidel Castro.

Além disso, serão homenageados Marilyn Bobes, poeta, romancista, crítica literária e editora cubana, distinguida com o Prémio Nacional de Jornalismo Cultural José Antonio Fernández de Castro, e José Bell Lara, Doutor em Ciências Filosóficas, licenciado em Sociologia, mestre em Desenvolvimento Social Caribenho, Professor Titular e Professor Consultor da Universidade de Havana.

PEDRO CESAR BATISTA/DF

quarta-feira, 4 de junho de 2025

CARTAS HABANERAS * Emiliano José/BA

CARTAS HABANERAS
Emiliano José

Oito dias em Cuba.
Entre o Primeiro de Maio e o dia 8, quando regressei.
Dias enriquecedores.
A provocar reflexões.
Revelo, de pronto, se ainda necessário, quão forte a lembrança de Carla França em Havana.
Minha amada mulher, companheira.
Partiu em agosto.
Fez a viagem definitiva.
Dor.
Profunda.
Não é fácil entender.
Cada um vive a ausência amada de forma singular.
Não há modelo para o luto.
A dor é solitária.
Via Carla a cada passo em Havana.
A paixão dela por Cuba, por Havana, pelo povo da Ilha, alegre, seguro de si, mesmo à frente de inúmeras dificuldades.
Paixão pelo jeito simples daquela gente.
Tinha um desejo: viver na Ilha.
Nas andanças pela capital cubana, agora, estivemos, eu e Jorge Ferrera, no Museu José Martí.
Um dos pensamentos do intelectual e revolucionário: é vergonhoso e inaceitável o esquecimento dos mortos.
Tal pensamento pode dizer respeito às vítimas de ditaduras.
E diz.
Mas, também, às pessoas mais próximas, nossos amores, nosso amor.
Não olvidar os mortos é lembrar o legado deles.
Honrar a memória.
Lembro de tudo Isso quando penso em Carla.
De cada gesto.
Sentimentos solidários e amorosos dela.
Generosidade.
Tive o privilégio de tê-la ao meu lado.
A dor da ausência, ainda muito presente.
Não tenho pressa.
Não quero apressar o rio.
Ela aínda me ocupa.
Deixo a presença dela se fazer.
Ausente seja.
Ausência e doce presença.
Ninguna.
Ainda.
E Cuba trouxe-a.
Feliz, alegre.
Cheia de vida.
Em 2018 e 2019, quando estivemos juntos na Ilha.
Esses oitos dias tiveram, entre tantas coisas, o condão de me trazê-la de volta.
Não a tenho mais.
E a tenho, nas doces recordações das nossas duas visitas à ilha.
Lembrar os mortos.
O conselho de Martí.
Nunca esquecer os amores.
O amor.
Nestes dias, breves, pude sentir novamente a alma da Ilha.
A alma do povo.
Povo protagonista de um autêntico milagre.
Só o ser humano é capaz de milagres
O resto, conversa mole pra boi dormir.
Agradecimentos eternos a Jorge Ferrera, meu anfitrião sempre.
E agora agradecimentos também a Martha, companheira dele, a quem conheci nesta viagem.
Pude perceber o milagre, a capacidade de resistência do povo cubano face ao criminoso bloqueio norte-americano.
Capacidade a se estender por décadas, desde o início da Revolução.
Perceber, também, de raspão seja, os gigantescos desafios dessa pequena nação.
Me desculpem o paralelo: lembrei de Asterix.
Li muito na prisão.
A insubmissa aldeia gaulesa, resistindo ao Império Romano.
Asterix e Obelix, lembram?
Só os maís velhos, creio lembrarão.
Cuba evoca aquela aldeia gaulesa, a recusar-se à rendição.
Face ao Império Romano, perdão, Império Norte-americano, a Ilha jamais se dobrou.
O Império nunca aceitou o triunfo de uma revolução nas suas barbas.
E feita por ousados barbudos.
Não esperava tal resistência.
Tentou uma grande invasão, a de Playa Giron, e foi derrotado fragorosamente.
A resistência à invasão mercenária foi comandada por Fidel Castro e Che Guevara.
O acontecimento só fez consolidar a natureza socialista da Revolução.
Essa natureza é inaceitável para o Império.
E por isso tenta sufocá-la de todos os modos.

MAIS CARTAS HABANERAS
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domingo, 9 de fevereiro de 2025

33ª FEIRA DO LIVRO DE HAVANA * Alírio Liscano/Cuba

33ª FEIRA DO LIVRO DE HAVANA
Alírio Liscano/Cuba


Fundado em 1982, acontecerá de 13 a 24 de fevereiro. A celebração da cultura e da inteligência será homenageada pela África do Sul, a paixão de Nelson Mandela. É Cuba, a dignidade triunfante que “passou por tudo” durante mais de seis décadas em meio a bloqueios, agressões e sanções e que continuou vencendo e erguendo a bandeira que demarca sua identidade. Que se “surpreendeu” diante da pandemia, que continua produzindo vacinas e que alimenta seu povo de forma exemplar. 

Eles não conseguiram derrotar Martí e Fidel, e nem conseguirão derrotar Bolívar e Chávez, que dormem nas águas batismais de nossas massas em luta. Cuba está no mapa entre as feiras do livro mais importantes do mundo depois de Frankfurt e Guadalajara, já está espalhada por toda a ilha e agora inaugura, neste minuto, um Salão Territorial onde todas as regiões insulares levarão o que tem sido seu esforço editorial em franca expansão. Herói e líder do povo. Somos grupos formados na melhor tradição: sabemos que a "banana" mancha se for verde, amamos as "alpargatas" (huaraches) da infância e sonhamos com o tempo de "tomar café em xícara de estanho". E assim continuaremos. 

A Pátria de Bolívar, que cruzou as léguas sociais com Cuba com a Missão Milagre (4 milhões de pessoas retornaram à visão), é a terra de Martí que assume desafios e continuará avançando com a Pátria Mambí na batalha dos séculos. Somos representados por 9 instituições: Ministério da Cultura, Procuradoria Geral da República, Poder Legislativo, TSJ, Instituto Hugo Chávez, Fundação Hugo Chávez, Centro de Estudos Simón Bolívar, Fundo Editorial Fundarte e Embaixada da Venezuela em Cuba. E há nomes de autores e apresentadores. Por enquanto, são 32, embora seja esperado o titular Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional. 

Depois do promotor Tarek William Saab e do líder da AN Jorge Rodríguez, nosso ministro da Cultura Ernesto Villegas apresentará "Maja mía", um livro sobre sua mãe que acaba de completar os difíceis 100 anos. Celebro sua vocação para a escrita. Minha família é a verdadeira heroína da luta pela revolução que nos fez apaixonar pela vida. Carmen Bohórquez, "historiadora de Miranda", insiste nos temas descolonizadores da erótica na América Latina. Pérez Pirela apresenta títulos próprios e fraternos. Benito Irady acompanha O livro de Cruz Quinal, criador e recriador de 20 instrumentos musicais. Sergio Rodríguez traz contribuições sobre Porto Rico.

 Cristóbal Jiménez com investigações sobre a música llanero. Professor Adán, irmão "mais velho" de Chávez, com o trabalho editorial do Instituto. Gustavo Villapol. Luís Damiani. Carlos Serra. Finalmente... Alirio Liscano com seus dois livros sobre o Líder Eterno, um olhando para dentro e outro para fora, com ênfase na arquitetura latino-americanista que ele fundou com o Comandante em Chefe Fidel Castro. Esses volumes, que serão oferecidos pelo Embaixador Germán Sánchez Otero e pelo Dr. Elio Perera, serão apresentados em eventos separados. Nós venceremos.

PROGRAMAÇÃO
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

CULPABLES * ICAP/RESUMO LATINOAMERICANO

CULPABLES
Na primeira semana de dezembro estreia no Brasil o filme cubano "Culpables".

Pré-estreia no dia 5 de dezembro - 5°feira 18:45h na UNIPOP (Universidade Popular) Av. L2 norte - Q. 601 - Centro Cultural de Brasília. Entrada e estacionamento gratuitos.

A estreia vai acontecer no III Encontro Anti-imperialista de Solidariedade e Amizade entre os Povos.

Produzido pelo Resumen Latinoamericano com a colaboração do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), o filme, da jovem diretora Yaimí Ravelo, apresenta em uma hora uma síntese de intervenções de renomados juízes e promotores, além de testemunhas e amigos da Ilha, da Europa e dos Estados Unidos, em audiência realizada em Bruxelas em novembro de 2023.

O filme apresenta uma sugestiva combinação de imagens de declarações e testemunhos nas sessões e da população cubana que sofre todos os dias resistindo às duras consequências da política de asfixia econômica, criminosa e genocida, aplicada pelos governos dos EUA há mais de 60 anos.