O MANIFESTO DO PARTIDO TROPICALISTA
Era o ano de 1967.
Um fantasma ronda a MPB – o fantasma do Tropicalismo!
Todos os baluartes da “verdadeira” música brasileira unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o cardeal e o presidente, Elis Regina e Jair Rodrigues, os estudantes da USP e da PUC e os policiais da Guanabara.
Que músico de vanguarda não foi acusado de traidor da pátria por seus “adversários” da MPB?
Que músico da “verdadeira” MPB, por sua vez, não lançou aos seus “adversários” da Jovem Guarda ou da chamada música cafona a alcunha infamante de tropicalista?
Duas conclusões decorrem desses fatos:
1ª. O Tropicalismo já é reconhecido como força por todas as pessoas ligadas à música no Brasil.
2ª. É tempo de os tropicalistas exporem, à face do Brasil inteiro, o seu modo de ver, os seus fins e as suas tendências, opondo um manifesto do próprio movimento à lenda do fantasma.
Com este fim, reuniram-se, em São Paulo e no Rio, tropicalistas de várias origens e redigiram o manifesto seguinte, que será publicado em português, tupi-guarani, nagô, espanhol e inglês.
MAIS
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